Desabado

17/11/2009 por artulobo

Momento de desespero, deixo entrever minhas fraquezas, abro os flancos, vontade de escrever, desespero, vontade de não fazer o que faço, de não desperdiçar a vida, de fazer e esperar ser reconhecido pelo que for possível, um pouco de vida, um pouco de ar puro, um pouco de dinheiro, mas muito comparado ao resto e querendo mais, sem roubar, sem matar, vaidade, que distancia de Sêneca, que distancia da linguagem, que pobreza – o dia a dia é o deserto, dia a dia, adiando, deixando, perdendo por preguiça, perdendo por fraqueza, perdendo, insistindo, solidão – ninguém pra ouvir, ninguém pra conversar, insistência em conversar, impotência em conversar, barreira dos olhos, represa dos ouvidos, boca costurada, blábláblá, rixas cotidianas, desistência – só existe o mesquinho, comer podrão, morrer na esquina, feliz, de pau duro de preferência, que parco vocabulário – viagem, alternativa, opção, escolha, indecisão, desgosto, a série – outro lugar, outra pessoa, farto de si mesmo, insistência, sem pensar sem refletir, sorrindo de bobo, oco, homens ocos, quero ver o oco, oco do santo, Santo Antonio pra todos, meu sonho é matar um mártir, sem desespero, bobagem, bobeira, fim do mundo, assuntos, Oh! A existência, bobagem, acordar andar ver tropeçar definhar trepar que mais?, tem mais? – este é o tradicional plágio do grau zero da escrita contemporânea, Aquiles e a tartaruga da ausência de talento, o ideal seria ir mais lento, mais devagar devagarinho, escrevendo por escrever pra postar, que bobagem só tem bobagem – naufrágio, contagio, médico, barco, naufrágio de novo, vamos lá, liberdade abre as asas sobre nós, amarrado, não existe associação livre, sem anarquismos, prometeu, ta acorrentado, corre pra trás, corre pra frente, rio sem gravidade, que terceira margem, ideal, o ideal seria não ler isso, tem coisas melhores, só ler coisas melhores – mais um menos um, governo, dois três quatro, automático robô, sem pensar, pensndo bem, melhor não escrever, não dá pra parar é só ficar digitando, neurose escrita, repetição – samba, negra, mulata, suando, a distorção, radio mec antes de dormir, beijo a todos, cair fora, não da janela, cair fora, drop out, ou levantar qual o contrario de cair? Não sei bem, help i need somebody, vai passando o rio vai passando, o boi pra piranha também, um abraço pro Simão, um abraço pro jabor, e pra todos esperando godod, godei, crescei e multiplicai, olha a queda de novo, dosentmeiqueanisense, nhenhenhe, três mil gatsby, final de semana te amo, cansaço, vendo o corpo se arrebentar, ou melhor se decompor, compor – sem satisfação, me tôo mick, toma assento no lugar errado, deixa eu sentar no seu colo, beber pra variar, praia, estuda corno, estuda lê tudo fala bem, acredite nas ideias, comedia humana, Bouvard sem Pecuchet, Claudinho sem Buchecha, they call it curto circuito oui, sim outras lenguas, lalangue, ou paparole, ou paparazzo, ou papai – beijo pra psicanálise – il y n’a rapport , ta bom ai, ta escrito errado, sentados, aula de matemática professor você pode me explicar, claro, aprendeu, claro, aprendeu, caro demais, me dá um abraço, just wanna make love wit chu, como é que uma coisa assim machuca tanto e toma conta de todo meu ser, comediantes do Brasil uni-vos – glauqueta te devo três mil drunkcast dois mil 6 mil reais na conta, 6 mil devendo – beijo pro itaú, te amo – cinema pelado, pelados em santos, sexo na areia, saudade do Vinicius de Moraes, meu nome era pra ser Vinicius, viva o Zico que ganhou, tinha que ser flamenguista, a rixa, to me lixando pra ela, fluminense, vascaíno – com blusinha e tudo – pode gritar, é gol é gol é gol viva, é muito bom o gol viva o gol viva o goleiro que emoção é a vida é bonita e é bonita, mas você deve, você deve lutar…. meu hino: Você deve notar que não tem mais tutu e dizer que não está preocupado. Você deve lutar pela xepa da feira e dizer que está recompensado. Você deve estampar sempre um ar de alegria e dizer: tudo tem melhorado. Você deve rezar pelo bem do patrão e esquecer que está desempregado. Você merece, você merece, Tudo vai bem, tudo legal, Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé Se acabarem com o teu Carnaval? Você deve aprender a baixar a cabeça E dizer sempre: “Muito obrigado” São palavras que ainda te deixam dizer Por ser homem bem disciplinado. Deve pois só fazer pelo bem da Nação Tudo aquilo que for ordenado. Pra ganhar um Fuscão no juízo final E diploma de bem comportado. Você merece, você merece, Tudo vai bem, tudo legal Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé Se acabarem com o teu Carnaval?

 

Elegia

05/08/2009 por artulobo
olha o Manuel no fundo.

olha o Manuel no fundo.

[Parágrafo de um trabalho de sociologia da educação que fiz, junto com um colega:]

(…)

(Fica aqui nossa elegia em prol do Sujinho, que proibido de vender cerveja, foi desinvestido pela maioria dos alunos. Esse bar, que raramente era motivo de confusão, não mais que qualquer outro lugar, reunia o campus possibilitando, além das tradicionais conversas de botequim, conversas sérias, verdadeiras aulas, e trocas, ainda que parciais, entre os diversos cursos, coisa que em nenhum outro lugar do campus isso é mais possível. Que fique claro que os alunos não pararam de tomar cerveja: apenas foram tomar em outro lugar, como boa parte dos jovens adultos brasileiros. Mas perdemos um espaço de trocas inestimável, entre professores, alunos e servidores, um espaço em que o aprendizado deixava de ser puro protocolo e se tornava preocupação).

(…)

[Saindo da suposta seriedade de discurso pronto como a do texto acima (o que não faz dele uma mentira entretanto), mas mantendo a tristeza, acrescento que perder um bar como o Sujinho deixa a vida mais feia; restam apenas as lembranças - quantas lembranças! -, coisa que não enche a barriga...]

Um Discurso Eloquente

20/07/2009 por artulobo
"O que ELES queriam?"

"O que ELES queriam?"

Um cotovelo entrou direto na minha costela, filhadumapulta, no mesmo instante olho pra trás e tudo se passa, as cabeças, os corpos passando, mais rápido que num instante – é uma confusão. Estamos aguardando a Palavra, aquela que inflará a massa, o galpão está cheio, já anoiteceu, a demora – desdas três horas –, me perdi dos meus conhecidos, estou cansado, minhas pernas doendo, meu ouvido doendo – as microfonias –, e ninguém ainda falou nada que prestasse. Pronto, fudeu, a caixa de som arrebentou, principio de tumulto, briga, tira a mão da minha cara, não empurra, não to empurrando, não sou eu, sai porra!

No meio da turba explodem mil discursos, na voz, e não no grito. Não posso ouvir, o dizem ali, vinte metros a frente, mar de gente, penso se não somos desesperados, esperando uma Ordem, desesperados esperançosos esperando a Ordem, num Inferno, uma multidão, mas e agora? Nenhum logos, nada. Esperamos.

De repente, do meu lado, se levanta, com auxilio de dois homens fortes, um homem, de seus 50 anos, ou mais, com uma voz que vai pra FORA, e parece alcançar todos ao seu redor, “me ouçam!”, terno pobre, usado, olhar alucinado, quase em transe, a mão tremendo, um nervosismo amalgamado a excitação, começa: “Fico impressionado com a velocidade dos amores, com a raiva e violência com a qual alguns de nós, jovens e cheio de vida”, aqui ele pausa um pouco pra pegar ar, “se jogam rumo a novas paixões, saltando para outras vidas e morrendo pelo caminho, numa guerra onde o sangue escorre, mas muito mais lágrimas e gritos, e corpos destruídos, pela doença, pelo cansaço, pelo sexo”. Um estranho silêncio paira ao seu redor, que não impede a barulheira refletida no zinco do teto calorento esfriando na noite vinda das milhares de pessoas que se amontoam na reunião.

“Essa rapidez, avidez, ganância” fala isso cuspindo baba em mim, bem rápido, “parece ser de uma alegria indizível, apesar do sofrimento e mágoas, eternas esperas e instantes evanescentes”, aqui me perdi, tentando achar um espaço pra colocar meu pé, “sussurros de gloria, paraísos fugazes, erguidos sobre todo o tempo perdido, apartado daquilo que dura, daquilo que permitiria um homem chegar ao fim da vida tranqüilo”, cada vez mais pessoas se espremem em volta dele e tentam ouvi-lo, “mas já morto há muito, pulsa nas esquinas, na dança, nos corpos em embate – qualquer embate, mas na verdade essas grandes lutas silenciosas travadas durante dias e anos entre duas, ou às vezes muito mais pessoas”, surge um principio de palmas e gritos, esparsos/dispersos/espalhados, pra falar como o velho.

Um cara o ajuda – agora já tem camadas de pessoas em volta dele, parece um formigueiro, ou cupinzeiro. “O que eles esperavam?” Ele gritou isso, no meu ouvido – já estava desistindo do discurso dele. “O que queriam com isso? Podíamos resumir em palavras, mas nunca saberemos. Eles se foram” – o cara que o segurava de repente solta alguém bateu nele, não deu pra ver, estava com o sapato do velho na minha cara, ai! minha coluna foi empurrada, me afundei entre corpos, joelho no chão, calça rasgada, muita gritaria, não tem pra onde ir, abram as portas!, Calma!, calma. A coisa se acalma um pouco: reagrupam-se, alguém consegue o microfone, o microfone foi consertado, Aê! AÊ, palmas, todo mundo feliz, e minha calça rasgada. Do meio da multidão mesmo, nosso herói continua “o que ELES queriam?” gritou de novo e o pessoal gostou, uma alegria corria entre os rostos. “O que QUERIAM com isso? O que restou, o que sabemos, o que fica são os brilhos intensos de luzes distantes, é a memória dos reflexos de sol no metal precioso que eles formaram ainda em vida, e ainda que não fossem perfeitos, tamanha intensidade só pode ser estranhada, e se não sentimos um calafrio ao pensar naquele que andou quilômetros numa chuva num dia qualquer e por um amor banal, quando estava tranqüilo e podia continuar em seu abrigo, e morreu numa manhã de domingo, atropelado, a própria esperança morta, à procura de seu amado perdido, este certamente numa situação parecida, quem sabe?, se não pensamos nisso não entendemos NADA” grito do velho que cuspia agora muito, feio mesmo, e gritos e aplausos da macacada aglomerada, minha morte subjetiva: a partir de agora, eu juro, sou um corpo apenas, pronto pro que der e vier “– ainda que este fosse um dramático qualquer, com seus pedidos inúteis, seus desesperos fingidos e demandas comoventes – como nós mesmos por vezes. E as intensidades, essas enormes diferenciais de potência”, do que ele está falando?, “que se criam entre alguns, que fendem o que se chama de dia-a-dia numa ruptura sem igual, mostrando um outro lado cheio de forças e por vezes maldito, são incríveis, forçando em pequenas partes o mundo mudar um pouco”. Gritaria geral: somos a fera que ele domou, e isso tudo não passa de um circo sem espectadores.

E vem mais, pensei, devido a longa pausa e gritaria de palavras de rodem, vamos quebrar o banco, vamos pra Igreja! Etc, que tinha acabado. “O que impede? O que impede que um homem ultrapasse aquela parede? ‘Nada’ dizem eles, nada, num brado assustador. Nada… é sempre como se eles fossem nada”, nós nunca somos nada, grita alguém e de repente a coisa ecoa, NADA, nada!… “nunca existissem, nunca contassem, morrendo por ai, nas margens, no silencio da casa de sua mãe, com a aids e todas amarguras, sem filhos, sem emprego, sem vida. O que era glória, a própria violência contra a violência maior, a afronta do forte que não pode ganhar, não passa de um móvel antigo, afastado e guardado, cheio de poeira, esperando o fogo e as cinzas, ou sua demolição e o lixo”. Ah! Agora acho que to começando a entender.

“E ainda assim, não ficamos tristes. Uma baforada dessa de ar nos nossos pulmões incessantemente transformados em meros filtros de ar-condicionado nos enche de vida, nos tira o sossego, nos transborda de angustia”. O discurso dele vai como se fosse o mundo, desliza no ar, olhares atentos, ouvidos preparados, massa de carne em prontidão, “Queremos caminhar dias pelo deserto, sem rumo, sem esperar encontrar nada. Porque, afinal, vale mais a pena ‘burn out than fade away’. E os corpos em chamas, e os dramas em tragédias, e as tragédias na velha mesma velha história do mundo, e os filhos e os netos e as baratas e os ratos e tudo mais, como dizem os escritores. Mas nem ao menos notar isso nos ajuda: a ajuda, dizem, não ajuda, e queremos ajudar a todos, mas começando por nós mesmos”. Tá acabando, tenho certeza, eu sinto, sentimos, viramos só isso, os sentimentos de uma força da natureza, prestes a lançar seus instintos sobre a realidade.

“E de repente nos vemos lado a lado com eles, em suas revoluções diárias, e nos sentimos orgulhosos, pois não são intenções ou resultados que nos fazem tremer de medo e nos encher de coragem, mas aquele olhar ardente onde um rio passa arrastando tudo”. O homem esgoelava-se, encharcado de suor, mal parecia sustentar a voz, quase desabando –na verdade parecia ser sustentado por ela. “Eles podem, eles podem muito. E o medo, tão rápido quanto nos excita, nos domina, pois nossa admiração entrega nossa impotência”. Parece que cada homem e mulher na audiência reflete sobre seu olhar vazio e sem cor  como quem olha um abismo – momento de tristeza antes do clímax, sem dúvida. Estão todos prontos. “Mas…Se esses, que são eles, não forem nós, quem seremos?” Tudo fazia sentido então, mesmo sem sentido. Não sabia o que aconteceria, mas devia ter acontecido alguma coisa, não era uma festa, não era uma orgia, não era a revolução, não era Deus e seus enviados, nem mesmo o Apocalipse. Devia acontecer, deve acontecer, acontece. Estávamos prontos.

para blog futuro: musicapretexto.wordpress.com

20/05/2009 por artulobo

[A emoção que gosto que essa música traga, se é que ela traz, me evoca certos momentos:]

Eu vejo um dia ensolarado e quente, nas horas de véspera de sair com alguns amigos, um entardecer infernal, quente, costas molhadas, nas línguas secas o desejo auto-afirmativo do macho que diz “porra, vamos tomar uma cerveja”; e então atravessamos os pátios da nossa prisão, cruzamos as ruas, explodindo de alegria pela nossa alforria temporária, de calça jeans e suando, passando por velhas lavando sua calçada e cachorros de borracharias; o Sol em queda rápida, emoldurado pelas nuvens que racha e pela muralha opaca e homogênea de uma imponente cadeia de montanhas posta às sombras, se despede num céu de multitonalidades em rápida mudança, com a luz rasgando o ar em horizontal e refletindo no grande rio que corta o vale, como se, imaginamos, um milhar de diamantes, mesmo se nunca vimos um, estivesse em movimento. Nossa trupe medieval dos infernos oferece, andando na ponte sobre o rio – a ponte da esperança e da euforia -, frente a muralha negra que anuncia a escuridão, encarando o céu vermelho e azul e roxo e a luz restante com olhos cerrados, uma cena perfeita, rumando para as desaventuras da Cidade.

E sempre sentia essa imensa alegria aumentar ao andar a esmo pela cidade enfim conquistada, acompanhado de amigos e uma garrafa qualquer, nesse entardecer de dias difíceis: as Horas de Lazer contrastam violentamente com os Dias de Trabalho (pelos quais, ainda assim, agradecemos e rezamos), horas de liberdade, de prazer, de libertinagem que, nesse mundo em que vivemos, são as importantes – solitárias, ilhas no mar da semana, mar de disciplina – não, não é um mar, são mais os corredores infinitos com portas sempre fechadas de um prédio comercial, onde só encontramos escadarias pra saída.

Estou em Resende, cidade mal e bem dita (o pessimismo demonstrado nas mil reclamações que fazemos só serve pra rir – cidade de mentes pequenas e coração grande, tão piegas quanto essa frase, onde cavamos com nossas mãos a diversão possível e impossível), ao lado dos amigos, mas também de conhecidos e/ou quaseamigos e/ou semiamigos e/ou amigos não-habituais, entre eles Alba, grande gaúcho, jeito de italiano, ou um franco-canadense como Kerouac, charmoso com seu humor sutil de risadas bobas,  sempre misterioso (desconfiamos confortavelmente dele o tempo todo), com seu meio sorriso totalmente carismático eternizado numa das poucas ou única(s) fotos que tenho dele (numa pose analoga aquelas acrobaticamente tortas do meu grande amigo Zilo quando bêbado), já meio chapado, sorriso de tristeza sobre o passado, de pesar sobre o futuro e de uma força no presente que só nos tornando alcoólatras de final de semana podemos fazer jus em termos de felicidade – o quanto me arrependo de talvez tê-lo magoado ao me insinuar para sua bela mãe – mas de qualquer forma, se é que existem compensações no mundo, ele ficou com minha ex, e fez o que não fiz namorando ela por três meses – sim, três meses, nem eu entendo. Um parceiro perfeito para errar ruas e litros adentro, entre risos e penumbras.

O pôr-do-sol é rápido, já acabou, quando menos percebemos. E quando o Sol se for, se pôr, após beber e bebendo ainda, acompanhamos a Vida e seremos a Noite.

Inveja

18/05/2009 por artulobo

Esse cara tira as fotos que nem eu sabia que queria tirar.

(2007) Mcginley, R - untitled

(2007) Mcginley, R - untitled

(2007) Mcginley, R - hysteric fireworks

(2007) Mcginley, R - hysteric fireworks

(2007) Mcginley, R - sand slash

(2007) Mcginley, R - sand slash

(2005) Mcginley, R - kiss explosion

(2005) Mcginley, R - kiss explosion

(2007) Mcginley, R - Ann slingshot

(2007) Mcginley, R - Ann slingshot

(2004) Mcginley, R - Mcginley silhouette

(2004) Mcginley, R - silhouette

(2005) Mcginley, R - bathtub

(2005) Mcginley, R - bathtub

(unknown) Mcginley, R - question mark

(unknown) Mcginley, R - question mark

(E, sim, esse blog é a favor do nú artistico – se é que ele existe).

Melhor dica do ano. Valeu Gus.

bobeiras

18/05/2009 por artulobo

I

…mas então, comecei a ler Hegel, a Fenomenologia do Espirito -

é mesmo? não sabia que você era espirita!

II

Você que escreveu os irmãos Karamazov?

Não, escrevi os irmãos Caralhinho.

perdido

18/05/2009 por artulobo
não é em preto e branco - e tem as cores mais lindas que já vi (exagero)

não é em preto e branco - e tem as cores mais lindas que já vi (exagero)

Outro dia assisti por osmose Lost – sempre que isso acontece, lembro de Stalker, filme-delicia/angústia do Tarkovsky: insuportavelmente viciante.

Ele, Amora, Dora e Dada

28/04/2009 por artulobo

Ele Namora Amora. Namora Na casa. Não casa. Namora. Amora Não adora. Namora. Amora Mora Na casa Da Namorada Da Dora, Dada. Dada Não ama Dora. Ama Amora. Dora Por fora, (Não adora). Amora Não adora. Ele Namora Amora. Nem Dada Nem a Dora – Que droga. Namora, Não adora. Quer Dada. Quer a Dora. Dada não dá. Dora não olha. Não cansa. Nunca. Amora Por fora, (Não adora). Ele Por dentro Da Amora. Amora, Por fora, Adora. Por dentro – Que droga. Ele Não cansa. Cansa. Que droga. Amora Não goza. Ele Não casa. Nunca. Cansa. Amora Não adora. Quem casa, Quer casa. Quem não casa, Namora. Ele Não quer casar Amora quer. Dada quer amora. Em casa. Toda hora. Amora Cansa. Na morada Da Dada, Namorada Da Dora, Amora Dá pra Dada. Amora Não adora. Ainda Namora, quer casar. Não adorar. Dada Não adora, Ama Amora. Amora e Dada Não dá. Mas Dada quer. Dada Conta Pra Ele Que Amora Deu pra ela. Deu nada. Amora chora. Danada. Ora, ora, Ele Quer Dada Com Amora. Amora chora. Quer casar. Dada e Amora Não dá. Ele Implora. Dada Não dá. Amora Chora. Amora Conta Pra Dora Que Dada Deu pra ela. Deu nada. Dada calada. Dora chora. Danada. Dora quer casar. Quer casa, Cansada Da Amora – Pra fora. Dada não quer. Dada não quer mais Dora. Ela Implora. Dada Quer Amora. Dora Chora. Amora Não adora. Dá fora. Onde há Dora Agora Há dor. Aonde anda Dada Agora? A dar. Onde há Amora, Outrora O Amor E ele? Nem dá, nem adora, nem ama Nem dor há, nem adorar, nem amor Nem casa, nem cansa Nem morada, sem namorada Sem Dora, Sem Dada, Sem Amora Quem quer Dora, Dada e Amora Sobra No fim da história.

Manicômio

28/04/2009 por artulobo

Manicômio de quem está bem: escola.
Manicômio de quem está mal : hospital.
Manicômio de quem está bom: empresa.
Manicômio de quem está mau: prisão.
Mas…         o que é um manicômio?
Ainda não se sabe.
Mas, um dia, tenho certeza, saberemos.

Radio

27/04/2009 por artulobo

A oifm está melhor que a antena1, na situação cabulosa(?) das radios no rio. Juro que ouvi VelvetUnderground-I’mWaitingForTheMan outro dia – inimaginavel. (Ouvi também essa bandinha super nova nem tão nova mas muito nova pra radio).

Experimenta ouvir só pra tu ver – OK, pode ter sido sorte.